quarta-feira, 31 de julho de 2013


A reconstrução é árdua
quanto peso carregado
quanta história desiludida e mal contada
na insatisfação de dias mais ou menos
a gente se acostuma com a vida pela metade
e começa achar que tudo está bem
até que um dia você se olha de frente
e enxerga um operário cansado
descalço
sem chão...
só vê a demolição,
o que eu fiz com minha obra???
vivi de sobras
me atraquei à solidão
Maria Laura
31/07/2013
E se queremos viver tudo novo, nos reinventar, a primeira atitude é tirar de dentro de nós toda lembrança amarga, ela costuma contaminar sentimentos bons com o vírus do medo, da dúvida e da mágoa. Uma outra necessidade é desenvolver novo olhar, sempre que seus olhos quiserem ver defeitos tente usar os olhos da alma, eles tem mais nitidez para enxergar a essência.
Maria Laura Fonseca
31/07/2013

terça-feira, 30 de julho de 2013

Tenho me surpreendido com alguns acontecimentos cotidianos
Se fala tanto em ordem
mas se vive na desordem
no popular eu diria, é cobra engolindo cobra
e quem paga o preço é sempre o mais fraco
o que mais precisa
o que tem anseios
e o que resta para esses seres
é a imensa capacidade de sonhar com uma pátria gentil...
mas o sonho é a primeira semente
que se lança
quando se quer plantar realidade.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Já não quero mais correr contra o tempo
agora sou cada momento
cada cadência do segundo
joguei fora alguns medos
e descobri muitos segredos
que moravam dentro de mim
estou me desvendando,
estou me conhecendo,
estou me respondendo
isso  é tudo de bom
para quem sempre caminhou turtubiando
entre universos delatáveis
conversas insuportáveis
e pessoas portáteis...

E nesses dias de aprendizado, no caminho do encontro espetacular comigo mesmo, tenho deixado de dar importância para tantas coisas que eu julgava necessárias e tenho descoberto tantas outras essenciais...
Maria Laura
Abençoada seja esta minha facilidade de olhar as coisas com olhos de verdade, engraçada é mesmo a escola da sabedoria, as vezes nos traz lições complicadas com resultados tão simples. Hoje não me importa mais quantos desertos e abismos que percorri, foi justamente nesses lugares que nasceu em mim a vontade de conhecer mananciais e alturas infinitas. Estou tentando, caminhando, caindo, levantando, chorando, sorrindo e acreditando que tudo vai melhorar, que a vida será mais leve!!!! Ainda haverão sorrisos enormes e alegrias imensas.